quinta-feira, 1 de abril de 2010

Mortífera

Eu tenho estado tão vazia e tudo, absolutamente tudo me parece vago e sonolento.
Desmanteladas e sem cor são assim as coisas que me rodeiam; e o colorido desbota diante da falta de sentimento.
Eu tentei colorir, 'pintar e bordar', mas nem meras palavras tem me saído, que dirá cores vibrantes!
Admito, eu causei isso acomodando-me a solidão, fui gostando desse estado em que a alma da gente fica, e o desejo latente aflorando tantos pensamentos e sofrimentos que transformam-se em vícios.
Isso faz transbordar o meu limite. Eu ofusco o restante do meu brilho, e então a minha estrela se apaga e despenca nesse horizonte mórbido.
ALÍVIO.