quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Desordem



Se estou do avesso
estou nua,
frágil.

Nua
na rua suja.

No caco de espelho
um reflexo de olho vermelho.

Uma xícara quebrada, sobre a mesa
meu olhar pra tudo
constata
farrapos,
pedaços.
sujeiras a me encardir

água turva pra se lavar.

um chamado, e eu ainda nua...

- amor espere, vou me vestir.



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