terça-feira, 2 de novembro de 2010

Tomando cor

G. G. G.

Indo até a janela,
no costumeiro modo disfuncional,
à reviver momentos.

Eu na janela
e a janela em mim.
Num abre e fecha.
com um vento de ar ainda carnavalesco
a soprar na minha cara,
desafiando,
convidativo,

soprando
soprando
escolhendo cores

Fez-se no outubro alarido
e um balanço de cortinas
por um vento que por ora rareou,
naquele vão,
chacoalhou também meu coração

Reaparece no preto e branco
o risco colorido.
Da cortina, o pó teem caído...

Bebo destas cores que me dá.
Fico na janela pra sentir teu sopro...

- amor, sopre sempre.


A.R.